Perturbação Depressiva Major (PDM)

Perturbação Depressiva Major (PDM)

Quando alguém sofre de uma lesão física, a pessoa entende a dor e o sofrimento, e compreende que a recuperação pode ser um processo lento. Mas quando se trata de uma doença mental, geralmente não se verifica o mesmo nível de compreensão, abrindo espaço para o estigma e para a vergonha. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem com Depressão. Trata-se de uma doença clínica, tal como o cancro ou qualquer doença de pele, por exemplo. Por isso, requer cuidados médicos profissionais.

O que é a Perturbação Depressiva Major (PDM)?

Estar de mau humor ou triste porque algo de mau aconteceu faz parte da vida. No entanto, estar sempre em baixo ou deprimido não é um estado normal. Existem diferentes tipos de Depressão a e Perturbação Depressiva Major – uma perturbação do humor de longa duração de base biológica – é um deles.

A Perturbação Depressiva Major (PDM) é uma condição clínica grave caracterizada por episódios depressivos, tais como sentimentos de desesperança e perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades do dia-a-dia.

O efeito cascata da PDM compromete todos os aspetos da vida do doente, desde as suas relações com familiares e amigos até ao desempenho no trabalho.

Os sintomas da Perturbação Depressiva Major duram pelo menos duas semanas, mas geralmente arrastam-se durante mais tempo, podendo prevalecer durante meses ou até anos. Na verdade, as pessoas que vivem com PDM podem demorar a procurar ajuda, atrasando o diagnóstico e o tratamento. Tal pode ter efeitos a longo prazo, pois a Perturbação Depressiva Major pode aumentar o risco de outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares.

“Aceitar que tenho Depressão ajudou-me a ver que essa tristeza não é quem eu sou como pessoa. Pode estar sempre comigo, mas sei que, se deixar que outros me ajudem, posso ter mais dias bons.”

– Clara, 23

Como saber se tenho Depressão?

Estar deprimido é mais do que se sentir em baixo. Quando se está deprimido, tem-se sintomas físicos, emocionais e cognitivos durante um período longo de tempo. Esses sinais podem ser humor deprimido, perda de interesse e prazer, energia reduzida e falta de motivação. Ansiedade, falta de apetite, insónia, falta de concentração, sentimentos de culpa ou baixa autoestima , simpatia pela morte ou ideação suicida são outros dos sintomas da Depressão.

Vários fatores podem contribuir ou aumentar o risco de desenvolver Perturbação Depressiva Major, entre os quais:

  • Doença crónica – Pessoas com doenças prolongadas ou incapacitantes correm maior risco de desenvolver Depressão.
  • Idade - A Depressão pode surgir a partir dos 20 anos, mas a sua prevalência é mais alta entre os 55 e os 74 anos.
  • História familiar - Familiares diretos de pessoas com Peturbação Depressiva Major têm um risco 2 a 4 vezes superior de PDM
  • Grandes mudanças na vida, traumas, perdas significativas ou stress.

As causas biológicas da Depressão ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, acredita-se que a diminuição da neuroplasticidade – a capacidade do sistema nervoso desenvolver novas conexões – e as disfunções bioquímicas nas redes de neurónios associadas à regulação do humor podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento da doença.

Qual a incidência da Depressão?

A Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Globalmente, mais de 264 milhões de pessoas de todos os grupos etários sofrem de Depressão, 44,3 milhões das quais na Europa. Se é doente, saiba que não está sozinho e que provavelmente há mais pessoas no seu círculo de familiares e amigos que sofrem de Depressão.

A Depressão tem um enorme impacto na vida dos doentes, das pessoas ao seu redor e da sociedade como um todo. Até 50% das baixas médicas na União Europeia (UE) devem-se a quadros de Depressão e/ou ansiedade. O custo das perturbações do humor e da ansiedade na UE é de cerca de 170 mil milhões de euros por ano. Ainda assim, quase metade dos casos de Depressão permanece sem tratamento.

Cuidados e tratamento da Perturbação Depressiva Major

Mais de metade (60 a 70%) das pessoas que sofrem de Depressão têm maior probabilidade de voltar a ter a doença. Embora grande parte das pessoas com Depressão não procure ajuda, existem várias opções terapêuticas:

  • Psicoterapia: Este tipo de tratamento inclui a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Psicoterapia Interpessoal (TIP); deve ser a primeira linha de tratamento para casos de Depressão ligeiros.
  • Farmacoterapia: A medicação antidepressiva pode ser eficaz e é aconselhada em casos de Depressão moderada a grave.
  • Eletroconvulsivoterapia (ECT): A ECT é um procedimento em que se estimula o tecido cerebral do doente através de um estímulo elétrico controlado e indolor, que se realiza sob anestesia geral. É usada para tratar a Depressão Major Grave quando outros tratamentos não surtiram os resultados esperados.

As estratégias de prevenção também são extremamente importantes e eficazes na prevenção da Depressão, como programas escolares para melhorar os padrões de pensamento, intervenções para cuidadores e programas de exercícios para idosos, entre outros.

Perguntas para fazer ao médico sobre Depressão

A lista abaixo inclui exemplos de perguntas para o ajudar a iniciar uma conversa sobre Depressão com o seu médico. Podem surgir outras questões relevantes com base nos seus sintomas ou historial clínico que não estejam aqui listadas.

  • Quais os sinais e sintomas de Depressão?
  • Que tipo de Depressão tenho?
  • Quais são as opções de tratamento para a Depressão?
  • Quais são os diferentes tipos de tratamentos disponíveis para tratar a Depressão?
  • Como saberei se a abordagem de tratamento é adequada para mim?
  • Preciso de medicação ou posso ser tratado de forma eficaz sem ela? Estou preocupado com os efeitos secundários ou a interação do medicamento com outros fármacos que estou a tomar.
  • Que tipos de medicamentos estão disponíveis e quais são os seus diferentes efeitos?
  • Durante quanto tempo vou tomar a medicação?
  • O que posso fazer para melhorar o meu bem-estar para além das diferentes abordagens terapêuticas?
  • Devo pedir ajuda a outro tipo de especialista em Saúde Mental?
  • Que tipos de doenças podem coexistir com a Depressão?
  • Devo introduzir mudanças na minha relação com a escola, casa ou trabalho? Como devo explicar a minha condição clínica nesses locais?
  • O que devo fazer se tiver pensamentos suicidas, vontade de me automutilar ou se precisar de ajuda de emergência?
  • Posso parar a minha medicação quando me sentir melhor?

Como cuidar de alguém com Depressão

O tratamento da Depressão exige o envolvimento de um profissional qualificado. Infelizmente, sugerir um programa animado ou um convite para jantar não são suficientes para melhorar a experiência de quem convive diariamente com esta doença. No entanto, o companheirismo e a empatia são cruciais em todo o processo de recuperação.

Nesse sentido, aprenda o máximo sobre Depressão, nomeadamente estratégias sobre como falar e oferecer apoio a uma pessoa com esta doença.

A Depressão é uma condição clínica que pode ter um impacto grave na saúde física. Não se sinta mal se a pessoa com Depressão não o quiser ouvir ou se não lhe dá importância. Muitas vezes, as pessoas com Depressão não têm energia ou interesse em desempenhar qualquer atividade. Para quem está deprimido, até pensar pode ser desgastante e, nesse sentido, podem descarregar a tristeza e a frustração nas pessoas à sua volta.

Tenha paciência ao apoiar o seu ente querido e não o julgue se ele recair na doença. Converse com a pessoa deprimida sobre Depressão e não se afaste das conversas mais sombrias. Falar aberta e honestamente sobre pensamentos e sentimentos suicidas pode ajudar a salvar vidas.

Enquanto isso, cuide também da sua saúde emocional, porque vai precisar dela para ajudar o seu amigo ou familiar.

Janssen & Breaking Depression

Breaking Depression é uma iniciativa que visa aumentar a consciencialização para os desafios de viver com diferentes tipos de Depressão, incluindo a Perturbação Depressiva Major. O projeto Breaking Depression foi iniciado pela Janssen, com o apoio da Global Alliance of Mental Illness Advocacy Networks-Europe (GAMIAN-Europe) e da Federação Europeia de Associações de Famílias de Pessoas com Doença Mental (EUFAMI).

A Janssen tem trabalhado no sentido de reduzir a carga, a incapacidade e a devastação causadas por perturbações de saúde mental e está comprometida em transformar as vidas das pessoas que se cruzam com estas patologias.

Desde os cuidadores e profissionais de saúde aos doentes que vivem com Perturbação Depressiva Major, queremos garantir que todos possam cuidar melhor de si e dos que lhes são próximos.

Glossário

  • Disforia: Humor deprimido.
  • Anedonia: Perda de prazer.
  • Comorbilidade: Quando mais de uma doença ou condição está presente ao mesmo tempo numa pessoa.
  • Cognição: Ação mental ou processo de aquisição de conhecimento e compreensão através do pensamento, da experiência e dos sentidos.

Associações de Doentes

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GAMIAN

A Global Alliance of Mental Illness Advocacy Networks-Europa (GAMIAN-Europe) é uma organização pan-europeia orientada para os doentes que representa os interesses das pessoas afetadas por doenças mentais e advoga pelos seus direitos.

EUFAMI

A Federação Europeia de Associações de Famílias de Pessoas com Doença Mental (EUFAMI) é uma organização europeia empenhada em melhorar os cuidados e o bem-estar das pessoas afetadas por doença mental.

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